AJPII participa de Audiência Pública sobre adoções tardias

        No dia 05 de abril, o Abrigo João Paulo II foi representado por Camila Monteiro, vice-diretora e coordenadora das casas-lares, e por acolhida Esmeralda, da casa-lar Espírito Santo, na audiência pública promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça, no auditório Osvaldo Stefanello Palácio da Justiça, em Porto Alegre.
       
        Durante o evento foram apresentados os resultados dos projetos desenvolvidos para incentivar a adoção tardia ao longo dos últimos oito meses. Conforme a Corregedora-Geral da Justiça, Desembargadora Drª. Denise Oliveira Cezar, na primeira audiência realizada em 13 de junho do ano passado, entidades da sociedade civil e instituições apresentaram uma série de propostas e críticas para a questão do acolhimento institucional. A partir de então, a Desembargadora Denise, juntamente com a Coordenadoria da Infância e Juventude de POA iniciou um trabalho de levantamento e identificação dos gargalos. Assim, diversos projetos começaram a ser desenvolvidos, entre eles, o aplicativo Adoção.
 
       Drª. Nara Cristina Neumann Cano Saraiva, Juíza-Corregedora e responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJRS,  afirmou que, além dos projetos, foram modificados fluxos de atendimento no Juizado Regional da Infância e Juventude da Comarca de Porto Alegre e ampliada a estrutura para atendimento dos casos de acolhimento social. Destacou que, atualmente, o Foro da capital conta com quatro magistrados no 2º Juizado da Infância e da Juventude, com a competência para as demandas de destituição familiar, acolhimento e adoção, o que está possibilitando maior agilidade à tramitação dos processos. Ressaltou ainda que, em 2017, na Comarca de Porto Alegre, foram registradas 48 adoções pelo Cadastro Nacional da Adoção. No ano passado, o número saltou para 91 adoções.
 
        Camila Monteiro, Vice-diretora e coordenadora das casas-lares do Abrigo João Paulo II, relatou sobre o a importância de incentivar as adoções tardias e elogiou as iniciativas que o Judiciário está promovendo, também afirmou a importância da parceria do trabalho com o Judiciário e as instituições envolvidas, pois por meio do debate e de parcerias conseguimos unir forças e podemos transformar realidades em nossa sociedade.
 
           Esmeralda, acolhida do Abrigo João Paulo II e integrante da CPAAJ - Comitê de Participação de Adolescentes Acolhidos na Justiça, participou da mesa dos debates representando os demais adolescentes do comitê e afirmou a importância do espaço de diálogo para escutar e ser ouvido, e também comentou sobre as devoluções dos filhos adotivos pelos pais adotantes, do quanto isso impacta na vida das crianças e adolescentes. 
 
         Referente ao Aplicativo Adoção, Drª. Nara Saraiva iniciou a apresentação dos resultados e enfatizou "esta ferramenta possibilita que candidatos habilitados possam conhecer através de vídeos, fotos, desenhos e cartas as crianças e adolescentes aptos à adoção". Desde o lançamento, em agosto do ano passado, até o momento já são 115 manifestações de interesse, seis guardas em andamento e duas adoções concretizadas, um casal de irmãos. 
 
        O primeiro caso de adoção, pelo Aplicativo Adoção esteve presente na audiência. A mãe deu um depoimento emocionante sobre os filhos. "É um carinho imensurável. Nossa gestação foi de 26 dias, tudo muito rápido. Agradeço de coração a todos aqueles que trabalharam neste aplicativo", afirmou Suiany, mãe de Kauã e Kauany. Além do Aplicativo foram apresentados outros projetos, tais como: Dia Estadual do Encontro, Adote um Destino, CPAAJ - Comitê de Participação de Adolescentes Acolhidos na Justiça. 
 
          A coordenadoria da Infância apresentou dois novos projetos o Acolher que visa a dar aos Juízes das Comarcas do Interior diretrizes para que a viabilização do projeto Famílias Acolhedoras. E o Pós-Adoção que visa acompanhar pais e crianças e adolescentes após o processo de adoção. Esse é o objetivo do projeto Pós-Adoção, em parceria com a ONG ELO, que está realizando encontros de apoio, sendo que parcerias poderão ser firmadas com outras instituições e universidades.
 
          O Abrigo João Paulo II agradece o convite e a oportunidade de participar desta audiência pública que foi tão importante para incentivar o diálogo e mostrar os resultados do trabalho que está sendo realizado pelo judiciário referente às adoções tardias.
 
Fonte: http://www.tjrs.jus.br