Cinco países unidos, um objetivo: os direitos humanos

       De 22 à 25 de outubro, o Abrigo João Paulo II esteve representado por Camila Monteiro, vice-diretora e coordenadora técnica das casas-lares, no Seminário Internacional sobre as Políticas Públicas de Assistência Social e Direitos Humanos, realizado em Florianópolis/SC.

       O Seminário contou com a presença de cinco países, sendo eles Brasil, Argentina, França, Estados Unidos e Inglaterra, que promoveu debates para refletir sobre os temas: A proteção Especial no atendimento à criança, ao adolescente e família; A prevenção e a articulação das Políticas Públicas no território; Análise situacional dos serviços de Família Acolhedora: Um panorama do Brasil e do mundo; Reflexões sobre o trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade social; Proteção na Família: inovar e garantir a prioridade absoluta; Novos desafios no atendimento à família em situação de vulnerabilidade social.

       Dra Jane Valente, Assistente Social, Mestre e Doutora em Serviço Social pela PUC São Paulo, comentou que "em  1997, abordou em seu livro os assuntos referentes à discussão de famílias acolhedoras e, que existem muitos avanços, mas há muito ainda a evoluir." Comentou também que "a grande tarefa da família acolhedora é, não só  acolher a solidariedade, mas transformar em um processo de cidadania. Diz ainda que a  solidariedade nos move, mas  precisamos nos assumir como sujeito coletivo, político e, é isso que o Brasil está precisando.?

       Cristina Peixoto, Pisicóloga, Presidente/CEO da Spaulding for children (Michigan/EUA), foi uma das palestrantes que aprofundaram as Reflexões sobre o trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade social e o impacto de experiências traumáticas no desenvolvimento humano.

         No último levantamento de dados junto aos juizados, o Brasil  possui 46 mil crianças e adolescentes em situação de acolhimento. E conforme o senso de 2016, o sistema de acolhimento familiar, famílias acolhedoras, está presente em 522 municípios e tem mais de 2 mil famílias cadastradas para esse projeto.

       Drª Jane Valente comentou que "Hoje, nós temos uma solidez nos números de casas que já atendemos e estamos em um momento de implantação nacional da Família acolhedora. Este é um trabalho muito sério e precisamos levar esta semente para todo o país, como uma política pública."

       Matilde Luna, Psicóloga, Mestre e docente universitária na área da família, infância e adolescência em Buenos Aires/ Argentina,  presidente da Rede Latino-americana do Acolhimento, enfatizou que ?Nos casos de Chile, Argentina e Uruguai,  que tem uma prática mais antiga, eles têm que melhorar. E é importante que cada um de nós assuma os próprios desafios para melhorar a prevenção para que não tenha necessidade das crianças irem para um sistema de acolhimento.

       Drª. Cláudia Locateli, Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, promoveu o debate sobre os Direitos fundamentais das crianças refugiadas no Brasil. Ela comentou que "É necessário a criação de uma política de acolhimento e recolhimento, e também uma política de reassentamento com documentação de refugiado e que o Brasil, precisa se estruturar melhor". E complementou "O problema do refúgio é muito amplo, pois infringe o direito à cultura e à religião, o direito ao trabalho, à educação, moradia e saúde."

       Este evento, em sua segunda edição, foi a primeira vez que aconteceu no Brasil e, contou com a presença de quase 2 mil pessoas  envolvidas e que buscam melhorias contínuas na área da assistência.

      O Abrigo João Paulo II busca uma constante qualificação  dos colaboradores para que possam, por meio do debate e da troca de experiências, promover o atendimento e acolhimento das crianças e adolescentes, possibilitando-lhes um ambiente familiar e saudável.

        Veja reportagem do evento Aqui.