Compartilhando experiências sobre o voluntariado

         No dia 22 de junho o Abrigo João Paulo II foi convidado a partilhar sua trajetória com o voluntariado no encontro de formação que foi promovido pelo Centro de Educação Profissional São João Calábria juntamente com o Centro de Promoção da Infância e Juventude para todos os coordenadores de projetos e direção. As três são atividades sociais que pertencem a Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência e possuem o mesmo carisma Calabriano.

      Lécimary Moreno, coordenadora de voluntários do Abrigo, relatou alguns dados da instituição e fez referência às inúmeras ações voluntárias,  desde os primórdios da Obra Calabriana até o surgimento do voluntariado na instituição. Wagner de Jesus Gallo dos Santos, voluntário do Abrigo João Paulo II, juntamente com Silveth Santos, representante da ONG Parceiros Voluntários, contribuíram com seus depoimentos e partilharam vivências no voluntariado organizado.

       O voluntário Wagner, que atua há 18 anos no Abrigo e foi encaminhado pela Parceiros, relatou sua experiência como voluntário e coordenador de voluntários na Cruz Vermelha, e outras experiências de voluntariado que teve em algumas instituições, e falou ?Quando inicie o trabalho no Abrigo em 1998, apoiando na parte administrativa e organizando os carnês de contribuição, a estrutura física era um chalé de madeira e havia poucos religiosos que incansavelmente cuidavam dos meninos. Hoje o Abrigo cresceu bastante e está bem organizado. Continuo dando um apoio com correções de texto e o que precisarem. Admiro muito o trabalho que realizam com os acolhidos.?

       Wagner complementou, mencionando alguns aspectos fundamentais para as pessoas que deseja ser voluntária: ?Estar consciente de que poderá conviver com uma realidade absolutamente diferente da sua: escassez de recursos materiais e financeiros; carência (ou inexistência) de suporte administrativo são comuns, de modo geral, nas organizações sociais; Procurar entender o objetivo e a função social da entidade e integrar-se a sua causa, abdicando de conveniências pessoais; Atuar dentro dos limites de sua área de atuação na entidade, mantendo conduta pessoal exemplar; Ter sensibilidade e bom senso para entender a cultura vigente na instituição onde atua (nem sempre a melhor solução técnica produz o melhor resultado prático);Ser paciente, discreto, tolerante, perseverante e solidário, respeitando a individualidade de cada pessoa; Fazer, ao invés de criticar; Ser responsável ao assumir o compromisso.? Para finalizar intensificou ?Trabalho voluntário não é favor. É um compromisso com a cidadania que traz mais retorno a quem o pratica do que para quem o recebe.?

      Silveth, propôs um trabalho em grupos, proporcionando a reflexão de quais as expectativas da instituição para com o apoio dos voluntários e mencionou algumas palavras ( doar X disponibilizar e  trocar X compartilhar), para a reflexão dos grupos, referenciando que o doar é muitas vez de forma isolada, já o voluntário estar disponível para auxiliar a instituição é algo permanente e não eventual; Trocar experiências é algo eventual, já a palavra  compartilhar é promover a permanência dos voluntários compartilhando a história da instituição em todos os momentos, estar juntos.

        Ao final Pe. João Piloti deu a bênção a todo o grupo de colaboradores das atividades sociais Calabrianas. O Abrigo João Paulo II agradece a oportunidade de compartilhar experiências junto a família calabriana e deseja sucesso com os voluntários que auxiliam tanto as instituições!